Existem livros que a gente lê e sente que recebeu um presente, e A Última Canção é exatamente assim. Escrito originalmente pela inesquecível Lucinda Riley e finalizado com todo carinho por seu filho, Harry Whittaker, o livro é um tributo apaixonado a West Cork, na Irlanda.
A história nos apresenta a Sorcha O’Donovan, uma jovem que sonha com o mundo além do litoral irlandês e encontra em Con Daly, um músico magnético, o passaporte para uma vida nova. Juntos, eles partem para a Londres dos anos 60, onde a banda de Con, The Fishermen, alcança o topo das paradas. Mas o que eu mais senti nessa leitura foi como o brilho da fama pode ser cruel; segredos do passado e ameaças sombrias começam a corroer o sonho que eles construíram.
O mistério ganha fôlego vinte anos depois: a banda decide se reunir, mas Con está desaparecido há uma década. Onde ele está? O que aconteceu naquela última canção? É uma narrativa devastadora sobre amores passionais e perdas trágicas, com aquele estilo detalhista da Lucinda que nos faz sentir o cheiro do mar da Irlanda. Se você gosta de histórias que atravessam gerações e guardam segredos até a última página, prepare o lenço.












