Sabe aquele livro que parece ler a nossa alma antes mesmo de terminarmos o primeiro capítulo? Sons de ferrugem e ecos de borboleta foi, para mim, uma das descobertas mais sensíveis e necessárias dos últimos tempos. A Noemi Nicoletti não escreve apenas uma história; ela desenha um mapa sobre cura e amadurecimento.
Acompanhar a Liesel é um exercício de empatia pura. Com apenas 17 anos, ela carrega o peso de um luto mal resolvido e a complexidade de viver com uma mãe que sofre de transtorno de personalidade borderline. É cru, é real e, por vezes, doloroso. Mas o que me conectou profundamente foi como a música surge como o único respiro de esperança em meio ao caos. O sonho de conhecer seu ídolo, Leo Adrian, não é apenas um desejo de fã, é a busca por uma saída, por uma voz que a entenda.
Este romance fala sobre as cicatrizes que a vida nos impõe (a ferrugem) e as transformações leves, mas poderosas, que o amor e a amizade podem trazer (as borboletas). Com uma narrativa que flui como uma melodia, Noemi nos entrega personagens humanos, falhos e apaixonantes. Se você busca uma leitura que trate saúde mental e espiritualidade com a profundidade que o tema exige, este livro é o seu próximo destino. Prepare os fones de ouvido e o coração.




